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"A matriz econômica de Anápolis está mudando"

Economia Comentários 03 de setembro de 2011

Comemorando números cada vez mais positivos na economia do Município, o Prefeito diz que em 10 anos a região estará entre as cinco maiores do País


Na opinião do Prefeito de Anápolis, Antônio Gomide (PT), os grandes projetos em execução, e em viabilização, para o Município, vão transformar a matriz econômica, cuja vertente principal será a logística. Gomide baseia suas colocações no que já existe e no que está sendo encaminhado nesse sentido. Ele cita, como exemplo, o Porto Seco Centro Oeste (Estação Aduaneira de Interior) que sozinho, movimenta, hoje, 22 mil toneladas de cargas por mês, representando, desta forma, 40 por cento das cargas brasileiras transportadas pelo trem expresso da Ferrovia Centro Atlântica. “O que teremos, então, quando estiverem operando a Ferrovia Norte Sul, o Aeroporto de Cargas e a Plataforma Logística Multimodal?”, indaga o Prefeito. Para ele, a participação do Porto Seco Centro Oeste, embrião do projeto de transformação de Anápolis em centro logístico de Excelência é, hoje, superior a 30 por cento das exportações goianas. É a viabilização para o comércio exterior de minérios, veículos, medicamentos, grãos, carnes bovina e suína, dentre outros produtos e mercadorias que chegam, ou saem, daquela estação aduaneira.
Em suas considerações, Antônio Gomide assegura que esses grandes projetos, somados à duplicação da BR 153 (Belém-Brasília) constante no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) II anunciado pelo Governo Dilma Rousseff, definirão a nova ordem econômica de Anápolis e de Goiás.

Anápolis em números
Ao analisar os números já disponíveis, Antônio Gomide assegura que as perspectivas são as mais alvissareiras possíveis. Para ele, a posição geográfica e geoeconômica de Anápolis permite trabalhar números positivos. Voltando, um pouco, na história da economia e da logística do Município, Gomide afirma que os dados são impressionantes. “Não foi por acaso que o Governo Federal resolveu transferir a Capital da República do Rio de Janeiro, no litoral, para uma região a pouco mais de 100 quilômetros de Anápolis. E não foi, por acaso, também, que este mesmo governo resolveu implantar, aqui, há 40 anos, a Base Aérea, que, por sinal, tem um projeto de ampliação que vai permitir duplicarem-se suas dimensões. Virá para Anápolis o Centro Tecnológico da Aeronáutica, somar-se ao Projeto SIVAM (Sistema de Vigilância da Amazônia) que já tem, aqui, seu núcleo principal e ao Grupo de Defesa Aérea, com aviões supersônicos e alta tecnologia no controle de voos. Sem contar que tanto Brasília, quanto a Base Aérea, têm sido exemplos concretos dessa interiorização da geopolítica brasileira. É mais fácil administrar o País partindo do centro. É mais fácil distribuir cargas, serviços e projetos, também, a partir da região central”, destaca o Prefeito de Anápolis.
Ainda, conforme Antônio Gomide, o aporte de recursos dos chamados megaprojetos, dentre eles marcas como Pfizer; Hypermarcas. AmBev e outras, que estão, na atualidade, investindo maciçamente em suas plantas industriais aqui localizadas, determina a tendência de crescimento que se observa com, clareza, na região. “Aqui estão marcas consagradas como Carrefour; Mac Donald; Hyundai e muitas outras, cujas bandeiras tremulam em dezenas de países da Europa; Ásia, África e Américas. É Anápolis inserida na globalização econômica”, justifica o Prefeito. Para ele, o Brasil está redescobrindo Anápolis, como ocorreu nas décadas de 30 e 40 com a chegada da Estrada de Ferro (marcha para o Oeste, através do Governo Getúlio Vargas) e, anos 60, com a construção da Nova Capital da República e a abertura da Rodovia Belém Brasília. O Prefeito diz não ter dúvidas quanto a esse crescimento, assegurando, entretanto, que é preciso se preparar a Cidade para esse novo surto de progresso.
“As pessoas, as empresas, os grupos interessados em se transferir para Anápolis querem saber o que a Cidade tem para oferecer em termos de infraestrutura como saúde pública, escolas, condições de habitação, questões ambientais, ecológicas, até, de lazer e diversão, É aí que entra o Governo Municipal. Precisamos dar a resposta positiva para essas pessoas”, declarou o Prefeito Antônio Gomide. Ele diz que a Prefeitura está fazendo a sua parte, aplicando os recursos próprios e buscando apoio dos governos Estadual e Federal. “Temos muitos projetos encaminhados para essas duas esferas governamentais e esperamos que o apoio seja automático. Afinal de contas, com Anápolis em crescimento, crescem também os tributos que vão para os cofres do Estado e da União”, justifica.

Evolução
Ao analisar os números oficiais, o prefeito Antônio Gomide acrescenta que o Município está, realmente, em evolução. Ele mostra que em 2010 as importações registraram U$ 2,5 bilhões, enquanto que e as exportações ficaram na casa dos U$ 51 milhões. Mas declarou que o aumento das exportações, a partir de Anápolis, no primeiro trimestre de 2011 registoru uma variação de 181,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Além do mais, as importações avançaram 19,8% no primeiro trimestre de 2011. Em relação às importações o primeiro trimestre do ano teve um volume de U$ 703,3 milhões, contra U$ 586,8 milhões em 2010. Os principais compradores de Anápolis são Holanda (Países Baixos); Alemanha; China; Irã; França; Bangladesh (uma novidade na lista deste ano); Hong Kong: Tailândia, Argentina e Uruguai. Os principais fornecedores para Anápolis são Coréia do Sul; Estados Unidos; Suíça; Alemanha; Japão; China; Índia; Rússia, Bielorússia e Itália.
O Prefeito Antônio Gomide revela, ainda, que nos primeiros cinco meses de 2011 foram criados mais de quatro mil novos postos de trabalho em Anápolis. É um número 75% superior ao mesmo período de 2010. Naquele ano, foram admitidos 40.670 novos trabalhadores, enquanto houve a demissão de 33.998 empregados. No ano passado a indústria anapolina liderou a oferta de empregos com 14 mil novos postos. O comércio ficou em segundo lugar, oferecendo 11 mil postos de trabalho. Gomide destaca, ainda, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de Anápolis nos últimos anos. Ele saltou de R$ 2,15 bilhões em 2002, para R$ 6,26 bilhões em 2008. Hoje, Anápolis contribui com 8.32% de toda riqueza do Estado. Seu PIB está estruturado em 56,52% no setor de serviços e 42,67% no setor industrial. O Município ocupa o segundo lugar em relação ao Valor Agregado da Indústria no Estado, com 11,27 por cento do total. Em 2008 a atividade de montagem de automóveis foi a principal responsável pela elevação do faturamento do setor. Esta tendência vem aumentando a cada dia que passa, de acordo com os números provisórios já disponibilizados.

Otimismo
O Prefeito Antônio Gomide justifica seu otimismo baseado em números, assegurando que em 2010 o Município propiciou a geração de R$ 514,95 milhões em ICMS (Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços), com uma elevação de 20,39 por cento em relação ao ano anterior, (R$ 4127,71 milhões). Comparando-se com 2008, em 2010 houve um aumento real superior a 54%. O setor industrial lidera o ranking de recolhimento, com R$ 287,54 milhões. O comércio atacadista ficou em segundo lugar recolhendo R$ 129,23 milhões e o comércio varejista em terceiro, gerando R$ 63,81 milhões. De acordo com as estatísticas, as empresa que mais produziram ICMS foram CAOA/Hyundai (R$ 1,932 bilhão); AmBev (R$ 621,542 milhões); Roche (R$ 332,741 milhões); Hypermarcas (224,532 milhões); Teuto (R$ 205,452 milhões), Hering (191,552 milhões) e Granol (175,474 milhões).
Para esse crescimento, vários fatores foram determinantes, na opinião do Prefeito Antônio Gomide. Além do incentivo às empresas locais, com a regularização da folha de pagamento dos servidores municipais, a Prefeitura promoveu uma série de ajustes, dentre eles a implantação da Nota Fiscal Eletrônica, que gera uma tributação mais justa. Segundo ele, ao final de 2009 com a introdução desse sistema, em setembro, já houve um incremento de 6,7% em relação ao ano anterior; em 2010 o acréscimo saltou para 39,14%, em números reais, R$ 25,91 milhões. Nos primeiros quatro meses de 2011 houve um crescimento de 48,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Grandes obras
Ao falar sobre os grandes projetos para Anápolis, visando preparar a Cidade para o futuro, o Prefeito Antônio Gomide cita a construção de viadutos no perímetro central, a criação de parques temáticos e a infraestrutura como água potável, em 100 por cento da Cidade, coleta de esgotos e outros melhoramentos que estão a caminho. Ele fala, ainda, da imperiosa necessidade de se construir o viaduto no trevo de acesso ao DAIA, o que está exigindo parcerias entre os governos Federal, Estadual e Municipal. De acordo com Gomide, o projeto do viaduto está na comissão de licitação do Dnit, devendo ser totalmente revisado, mas os recursos já estão disponíveis nas verbas do PAC II.
Gomide destaca, também, a necessidade de se colocar em funcionamento a Plataforma Logística Multimodal, que tem uma área aproximada de 145 alqueires goianos. Naquele espaço serão integrados os modais aeroviário, ferroviário e rodoviário. O local já tem toda a infraestrutura necessária, como asfalto, água, esgoto e energia elétrica. Sobre o Aeroporto de Cargas, ou terminal de cargas aéreas, Gomide diz estar esperançoso, pois já foram investidas significativas verbas públicas e sua concretização é fundamental para o projeto logístico de Goiás. Mas, para o Prefeito de Anápolis, a grande redenção econômica de Anápolis e de dezenas de outros municípios de Goiás será a conclusão da Ferrovia Norte Sul, que tem 46 dos seus mais de três mil quilômetros dentro do Município. De acordo com ele, o projeto da Ferrovia não tem retorno. “O governo já investiu milhões e milhões de reais nesta obra entendendo que ela é fundamental para o País. Desta forma, não há como interrompê-la”, declarou Antônio Gomide.

Médios e pequenos
Concluindo seu raciocínio, o Prefeito Antônio Gomide disse que os chamados megaempreendimentos, todavia, não podem ser apontados com a solução para tudo. Para ele é preciso prestigiar o que já existe na região, as empresas pioneiras, as que estão em fase de crescimento e as que sustentam grande parte da economia regional. “É claro que praticamente todas já ocuparam seus espaços, dentro da logística peculiar de cada uma. E, se quiserem expandir, existem meios, existem incentivos oficiais e uma série de outras ferramentas que permitem isso”, declarou Antônio.
Sobre os micro e pequenos empreendedores, que representam mais de 90 por cento das pessoas jurídicas do país, o Prefeito disse que há uma atenção toda especial a eles. “Propusemos, em Anápolis, uma grande inovação que foi juntar praticamente todos os programas de incentivo ao crescimento em uma só ação. É o Anápolis Acredita, que tem as participações de agentes financeiros como Banco do Povo; Fundo Centro Oeste, Banco do Brasil e outros, sem contar os parceiros importantes como ACIA, SEBRAE, Ceape e outros. Assim, sendo, todo micro e pequeno empreendedor que quiser dar uma dimensão maior ao seu negócio, vai encontrar todo o apoio necessário. Basta procurar a Prefeitura”, disse o Prefeito.

Autor(a): Nilton Pereira

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