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A desculpa de “Campeão”

Boa Prosa Comentários 06 de agosto de 2010

Aloísio Miguel Marques, o “Campeão”, foi um dos maiores goleiros que já passaram pelo futebol goiano. Era, também, excelente jornalista, técnico de futebol e músico de primeira. Tocava violão como poucos e, se notabilizava, ainda, como cantor de tangos. Dono de uma criatividade ímpar, aliada a uma fina ironia, era amigos de todos, admirado por muitos.


Aloísio Miguel Marques, o “Campeão”, foi um dos maiores goleiros que já passaram pelo futebol goiano. Era, também, excelente jornalista, técnico de futebol e músico de primeira. Tocava violão como poucos e, se notabilizava, ainda, como cantor de tangos. Dono de uma criatividade ímpar, aliada a uma fina ironia, era amigos de todos, admirado por muitos.
Mas, “Campeão” era uma espécie boêmio incorrigível. Sempre que podia, dava uma escapadinha, indo para os bares cantar e tocar na companhia de amigos.
Certa feita ele chegou em casa à tarde, tomou banho rápido, vestiu uma das melhores roupas, se perfumou todo. Mas, foi abordado pela esposa com a pergunta clássica: “Aonde você vai todo arrumadinho assim?”
Sem perder a calma, Aloísio respondeu na bucha: “É que tem um jogo de vôlei feminino muito importante hoje na quadra do CRA (Clube Recreativo Anapolino) e eu fui designado para fazer a cobertura”. “Campeão” era repórter da extinta “Folha de Goyaz”. E saiu para a tal “reportagem”.
Mas, o tempo passou, a noite se findava e, nada de “Campeão” chegar em casa. Quando foi lá pelas tantas, ele apareceu com a maior tranquilidade. Deu de cara com a esposa que o aguardava. De novo, outra pergunta clássica: “Onde você estava até essa hora?”. E, ele, de pronto, respondeu: “Não falei que iria fazer a cobertura do jogo de vôlei lá no CRA?”.
A esposa, nervosa, respondeu: “Ah, é?... E essa mancha de batom na sua orelha?”.
Meio abalado com a pergunta, “Campeão” se refez na hora e argumentou: “Ah, já sei... foi um lance lá que uma das moças rebateu a bola. A bola bateu na boca da adversária, desviou-se e acabou resvalando na minha orelha deixando essa marca. Foi isso!”. Essa história foi contada, à época, pela própria esposa de “Campeão”.
OBS: Passados alguns anos de sua morte prematura, “Campeão”, ainda hoje, é lembrado, com saudades, por todos. Foi “professor” de vários jornalistas que, atualmente, atuam no cenário regional. Continua fazendo falta. Esta crônica é uma homenagem à sua memória.

Autor(a): Nilton Pereira

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