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"A base aliada quer a união com o PSDB"

Política Comentários 03 de abril de 2010

Em entrevista à Rádio Manchester na última quarta-feira,31, o senador tucano Marconi Perillo comentou a reunião que teve com 25 prefeitos do Partido Progressista em Brasília. Segundo ele, foi uma manifestação espontânea das lideranças que com este gesto estariam demonstrando que a base partidária que elegeu o atual governador, Alcides Rodrigues, pensa diferente “de uns poucos da cúpula”. Ainda na entrevista, Marconi Perillo, que é pré-candidato ao governo pelo PSDB, disse que não se preocupará com os ataques dos adversários. “Ninguém atira pedras em árvores que não dêem bons frutos. Ninguém atira pedras em árvores com galhos sem folhas ou secos”, pondera. Para o tucano, sua postulação representa uma alternativa para “tirar Goiás do ponto morto”.


Soou como uma bomba esta informação a respeito da reunião que o senhor relizou com 25 prefeitos do Partido Progressista em Brasília. Qual o significado dessa reunião para o senhor senador?
Eu fiquei muito feliz. Esta reunião foi pedida às pressas por um grupo de prefeitos do PP, se dizendo inconformados pelo fato de não terem sido ouvidos pela cúpula do partido para as decisões que estão sendo tomadas. Eu esperava que viessem uns oito ou dez prefeitos. Ao final chegaram 25 prefeitos no meu apartamento. Prefeitos de cidades importantes, médias e pequenas, liderados pelos prefeitos de Piracanjuba, Morrinhos, Itumbiara, Maurilândia. Depois quando chegaram aqui outros quatro prefeitos ligaram falaram conosco pelo viva-voz, através do telefone. Mais tarde, um outro prefeito me procurou no gabinete para manifestar apoio à pretensão do PSDB. O argumento deles é que a base não deveria ficar desunida, eles não foram respeitados em suas opiniões, não receberam nenhum convite para conversar sobre qualquer assunto relacionado às eleições deste ano e que, por gratidão ao fato de eu ter ajudado a eleger o governador do PP, pelo fato de ter ajudado nas eleições deles, todos os anos eleitorais em 2000, 2004 e 2008, vieram aqui espontaneamente para manifestar apoio incondicional à candidatura do PSDB. Foi uma reunião de alto nível, sem nenhum ataque a qualquer adversário, mas uma reunião onde eles (os prefeitos) reafirmaram o compromisso de que a base tem que ser ouvida, a base é mais importante, e que a base quer estar unida com a candidatura do PSDB.

Esta manifestação dos prefeitos pode ser a abertura para que outras lideranças municipais também manifestem apoio à sua candidatura, numa demonstração de que a base aliada não está assim tão unida em torno de um projeto?
A verdade é que a base mesmo quer uma união conosco, a união com o PSDB. Quem não quer é a cúpula. Dois, três ou quatro da cúpula palaciana que não querem continuar com essa base que começou em 98, e inclusive que acabou traindo os companheiros antigos, trocando-os por companheiros novos. Me senti muito reconfortado, muito feliz, com esta manifestação. E, ao lado desta manifestação do PP, nós temos recebido diariamente dezenas de manifestações de representantes de partidos da antiga base aliada. Agora, por exemplo, estão me informando que já existem manifestações de pelo menos 130 prefeitos dos 246, que estarão conosco neste projeto de governo no ano de 2010.

Isto demonstra o quê? Que a base aliada está fazendo apenas um acordo de cúpula? Que esse recado, ou a proposta de uma candidatura não chegou até as bases e as bases estariam rejeitando esses acordos feitos em gabinete?
Exatamente. A cúpula, os caciques políticos não querem ouvir as bases, os prefeitos, os vereadores, porque sabem que se forem ouvidos os militantes e as bases, com certeza, eles indicarão um outro caminho. E não esse caminho que está sendo seguido pela elite dos partidos, pela cúpula do partido do governo.

No pré-lançamento da candidatura do prefeito Vanderlan, algumas críticas foram feitas ao senhor. Também Iris Rezende, no lançamento da pré-candidatura dele, andou fazendo comentários. O senhor acha que no decorrer da campanha a tendência é essa, de críticas ao seu governo? Como o senhor se prepara para uma situação como esta, que está se desenhando a partir dos discursos recentemente feitos?
Olha, repito que ninguém atira pedras em árvores que não dêem bons frutos. Ninguém atira pedras em árvores com galhos sem folhas ou secos. Pessoas atiram pedras em árvores que têm frutos. Eles atiram pedras em mim porque sabem que os goianos têm Uma relação de confiança, de respeito, de admiração e carinho pelo trabalho que fiz ao longo de sete anos e três meses. Eles não falam do governo estadual que é o grande responsável pelo marasmo da administração pública, pelas dificuldades enfrentadas por falta de gestão, de competência infelizmente, porque o governador não é candidato, porque não tem força eleitoral. Então atiram pedras naqueles que fizeram muito por Goiás e que têm a chance de fazer mais. Mas, de qualquer maneira, não vou ficar preocupado com este debate de baixo nível, este debate olhando para o retrovisor. Vou me preocupar em apresentar um bom projeto para Goiás, que reflita o futuro das crianças, dos jovens, das pessoas, que se preocupe com a cidade de Anápolis, como me preocupei há 11 anos, quando Anápolis estava completamente abandonada pelos governos do PMDB. As indústrias estavam saindo de Anápolis, o Daia estava acabando, as pessoas estavam frustradas, entristecidas. Havia um completo abandono na cidade de Anápolis. Chegamos ao governo, demos prioridade. Começamos a trabalhar para trazer indústrias, enchemos o Daia de indústrias, trouxemos a montadora da Hyundai, construímos o Hospital de Urgências, construímos a sede da UEG e dezenas de outras obras importantes; fui à luta pela duplicação da rodovia Anápolis-Brasília, do contorno de Anápolis. Agora mesmo, como senador, coloquei a minha emenda de bancada, no valor de mais de R$ 80 milhões, para a construção do viaduto do Daia. Enfim, sempre trabalhei muito por Anápolis, vou priorizar a cidade porque ela não pode parar de crescer. E vou priorizar projetos importantes para os goianos. Projetos na área de inclusão digital, de saúde, educação, segurança, valorização do funcionalismo, a prestação de serviços de qualidade, como fizemos com o Vapt -Vupt. Então, vou me preocupar em apresentar um projeto de governo à altura dos goianos. Goiás não é mais um estado qualquer, não é mais um estado provinciano. Nós conseguimos dar grande salto para Goiás, com crescimento quatro vezes do PIB, crescimento de centenas de milhares de empregos, melhoria de todos os indicadores sociais. Enfim, se candidato, vamos trabalhar para apresentar um projeto ousado, avançado, que coloque Goiás cada vez mais como um dos principais estados brasileiros. E que distinga Anápolis como uma das cidades mais importantes do Brasil. Vou fazer parcerias com os prefeitos, independentemente de que partidos forem. O objetivo nosso é fazer com que o Estado dê um novo salto, uma nova para acelerar Goiás, que está hoje no ponto morto. Precisamos tirar Goiás do ponto morto e levar Goiás de novo para um nível de aceleração que movimente a nossa economia, que melhora a vida dos mais pobres e que dê chance de oportunidades para todos.

A empresa Hyundai já está montando seu veículo Tucson, um dos veículos de ponta da empresa, que já está proporcionando mais de mil empregos na sua unidade de Anápolis. Este empreendimento que foi implantado na sua gestão. A aposta feita neste projeto, valeu à pena o esforço?
Sem dúvida nenhuma. E depois da chegada da Hyundai outras indústrias estão vindo ou chegarão. O que queremos num futuro governo, se Deus quiser, é acelerar ainda mais o Daia, consolidar a Plataforma Logística. Eu comprei o terreno da Plataforma Logística, saí do governo e nada mais foi feito em relação à Plataforma. É preciso enchê-la de indústrias, gerar emprego, renda, multiplicar o tamanho da Hyundai, porque o que importa é a prosperidade, o desenvolvimento, a geração de receitas para o município de Anápolis, para o estado de Goiás, e principalmente a geração de empregos e a melhoria da qualidade de vida. Quando eu lutei para trazer a Hyundai para Anápolis, muitos adversários diziam que estava mentindo, como hoje dizem ainda muitas maldades e mentiras. Mas fui à luta e joguei tudo para trazer a Hyundai, porque se no passado tiraram a Vicunha de Anápolis e não se preocuparam com a saída de outras indústrias importantes, eu me preocupei em trazer indústrias na área farmacêutica, criar o pólo farmacêutico; enfim, me preocupei em transformar Anápolis de novo num grande pólo industrial e gerador de empregos e oportunidades. Se no passado houve descaso completo em relação a Anápolis, no meu período de governo dei total prioridade ao município, o qual visitei mais de cem vezes, sempre com as mãos cheias. Construímos subestação de energia para agüentar a demanda de energia elétrica, construímos sistema de água, fizemos o que foi possível. E é isso que pretendemos para o futuro de Anápolis e de Goiás.

Qual é sua estratégia de trabalho a partir de agora?
Vou continuar articulando a formação de uma aliança forte de partidos, comparecendo a todos os eventos para os quais for convidado, continuar recebendo as pessoas em meu gabinete. Vou continuar trabalhando como senador, apresentando projetos, relatando projetos. Nestes dez dias estarei como presidente em exercício do Senado, já que o presidente se submeteu a uma cirurgia. Então nestes dias terei aqui um trabalho grande como presidente do Senado, que é uma das instituições mais importantes do Brasil. Mas vou continuar visitando os municípios, o interior do Estado, debatendo nas universidades, visitando instituições, igrejas, vou continuar esse trabalho com ritmo acelerado, como sempre fiz na minha vida. E principalmente próximo do povo, dialogando com as pessoas, e mais do que isso, ouvindo as opiniões das pessoas sobre o nosso futuro.

Autor(a): Da Redação

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