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2012 supera o número de apreensão de drogas em Anápolis

Geral Comentários 11 de janeiro de 2013

Dados mostram o trabalho da polícia na repressão ao tráfico. Cerca de 180 flagrantes foram registrados durante todo o ano e muitas armas de fogo aprendidas.


As drogas atingem um mercado cada vez maior e atraem novos usuários a cada dia que passa. Segundo o Delegado do Grupo Especial de Repressão a Narcóticos - GENARC, Alex Vasconcellos, os números apontaram um aumento significativo no ano que se passou. E mesmo com a precariedade de estrutura e de funcionários, o trabalho realizado foi positivo. “As apreensões de drogas cresceram muito em 2012, mesmo que tenham sido prejudicados os trabalhos com a greve dos delegados e, posteriormente, dos agentes e escrivães, conseguimos apreender mais de 1,4 toneladas de drogas, prender 179 pessoas e apreender 39 armas de fogo”, conta.
Mesmo com o registro de números expressivos, o trabalho não pode parar. Independentemente da dificuldade e do apoio que os policiais não encontram, muitas ações estão sendo realizadas. Combater as drogas não é o papel que só os policiais devem cumprir, mas é uma tarefa de todos, que de certa forma, podem ser atingidos. “Um obstáculo grande é a falta de estrutura. O GENARC conta, apenas, com um delegado, cinco agentes e dois escrivães para atenderem a uma população em uma área muito grande. Faltam, ainda, equipamentos essenciais às investigações e estrutura física da delegacia, que vem passando por reformas financiadas por empresários, mas esta longe de ser a ideal. Há, também, a questão carcerária de Anápolis, que vem piorando a cada dia. Com a interdição do Centro de Inserção Social - CIS, os presos estão sendo mantidos nas celas da Delegacia Regional e do GENARC. Uma equipe de policiais, que poderia estar trabalhando nas ruas, fica em desvio de função na vigilância a detentos e no atendimento a familiares e advogados destes”, comenta o delegado.
Além das drogas já conhecidas por todos, outra especialidade já ronda Anápolis, Trata-se da desirré; zirré, craconha ou criptonita. É uma mistura de maconha com o crack. Ela potencializa o efeito de ambas as drogas, sendo uma porta de entrada para adolescentes começarem a se envolver seriamente com o crack, ou seja, ainda existe certo medo entre eles, em experimentar a pedra logo que se envolvem com as drogas. Por isso, raramente vão direto para o uso da pedra do crack.

Em Anápolis, a ‘desirré’ já corre pelas ruas causando estragos na vida de muitos adolescentes. O delegado Alex Vasconcelos esclarece como esses usuários têm feito na utilização da mesma. “O desirré/zirré/mesclado já é consumido em Anápolis, mas, geralmente, quem faz a mistura é o próprio usuário. Não houve, ainda, nenhuma apreensão significativa desta combinação de drogas. Apenas foram detectadas pequenas porções já prontas para o consumo”.

Dentre tantas drogas a serem consumidas, existe, sempre, uma que lidera o mercado da venda dos traficantes e de consumistas. Este ‘ranking’ é liderado pela maconha. O quantitativo da droga apreendida em Anápolis e região é assustador. “A maconha lidera, com folga, as apreensões. Somente no mês de dezembro de 2012, foram quase 100 kg apreendidos pelo GENARC”, ou seja, a dimensão deste mercado ilegal é maior do que possamos imaginar e, na maioria das vezes, o trabalho dos poucos policiais que atuam na cidade fica sobrecarregado devido a esta demanda que é crescente.

O titular da Delegacia da Polícia Federal, em Anápolis, delegado Angelino Alves de Oliveira, revelou a quantidade específica de outras drogas apreendidas. “Apreendemos um número elevado delas. Foram cerca de 860 gr. de Crack e 55 kg. de cocaína”, conta.

Mal se encerraram os esforços e os novos desafios batem à porta da equipe que continuará atuando em ritmo acelerado durante todo o ano que se inicia. O delegado afirma que as ações da Polícia Federal continuarão sendo empenhadas em 2013. “Temos muitas missões a cumprir e uma delas é empreender esforços para diminuir a atuação de traficantes”, fala.

Autor(a): Diego Bartelli

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