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DAIA volta a alastrar mau cheiro na Cidade

Meio Ambiente Comentários 08 de maio de 2014

O motivo da demora da licitação para a construção de nova estação de rede de esgoto seria autorização da Semarh em aprovar o projeto e emitir licença


A onda de mau cheiro em Anápolis voltou. O problema, cuja suspeita recai sobre problemas com a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Distrito Agro Industrial (DAIA), foi detectado no ano passado, mas ainda não tem previsão para ser solucionado. O projeto de ampliação do sistema, que é de responsabilidade da Goiasindustrial, a companhia do Governo responsável pela criação e manutenção dos distritos industriais de Goiás, já está pronto. Mas, ainda aguardando licença da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh).
Em entrevista dada à Rádio Manchester, na manhã da quinta-feira, 08, o presidente da Goiásindustrial, Ridoval Chiareloto, confirmou que o projeto de construção da nova ETE já está pronto e ele agora aguarda a emissão da licença da Semarh, para dar início ao processo de licitação. Segundo Chiarelolto, serão investidos mais de R$ 8,5 milhões na obra. “Se a Semarh adiantar a licença, vamos a licitação o mais rápido possível”, adiantou reiterando que, para isso, depende do licenciamento a ser concedido pelo órgão ambiental que, aliás, foi o mesmo a multar a própria Goiasindustrial, no ano passado, por conta desse problema.
Chiareloto também apontou que parte da responsabilidade pelo mau cheiro é das empresas, que são obrigadas a fazer o pré-tratamento antes de lançarem os seus dejetos na ETE. Ele espera que cada uma faça sua parte para amenizar o problema. “Fizemos um levantamento e relacionei todas as empresas com maiores problemas. Encaminhei ao Ministério Público para que o órgão possa chamá-las e cobrar adequações. A Goiásindustrial não tem o poder de multá-las, mas o primeiro tratamento tem que ser feito pelas empresas”, frisou.
Além disso, segundo Chiareloto, há um ano e meio atrás a Goiás Industrial formalizou um Termo de Ajusta e Conduta (TAC) com o Ministério Público. A partir de então, informou, foram contratados químicos e adquiridos produtos e materiais para melhorar o tratamento do esgoto do DAIA. “Não está perfeito, porque o DAIA cresceu muito. Mas estamos buscando a melhor maneira possível para amenizar esse problema até a construção da nova estação”, disse.

Autor(a): Da Redação

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